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Como funciona a Terapia Cognitivo-Comportamental na prática?

Quando alguém decide começar a terapia, é comum surgir a dúvida sobre o que realmente acontece durante as sessões. A pessoa precisa apenas conversar? Existe um plano? Como o psicólogo decide o que será trabalhado?

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, conhecida como TCC, o acompanhamento busca compreender a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos e como determinados padrões podem estar relacionados às dificuldades vividas pelo paciente.

Por isso, o processo não começa com uma fórmula pronta.

Inicialmente, é realizada uma avaliação para conhecer sua história, compreender as dificuldades que você está enfrentando e identificar quais objetivos gostaria de trabalhar na terapia.

A partir dessa compreensão, é realizada uma conceitualização individualizada do caso e construído um plano terapêutico que faça sentido para aquela pessoa.

Durante as sessões, psicóloga e paciente trabalham de maneira colaborativa. Isso significa que o paciente participa ativamente do processo, enquanto são desenvolvidas estratégias direcionadas às dificuldades identificadas.

Em casos relacionados à ansiedade, por exemplo, podem ser trabalhados pensamentos repetitivos, ruminação, perfeccionismo, procrastinação, comportamentos de evitação, necessidade excessiva de controle e outras questões que estejam interferindo na rotina.

Quando indicado, técnicas da Terapia de Exposição também podem fazer parte do acompanhamento, principalmente para trabalhar comportamentos de evitação por meio de enfrentamentos graduais.

O tratamento não é rígido. Conforme o acompanhamento avança, o plano pode ser ajustado caso as estratégias utilizadas não estejam produzindo os resultados esperados ou novas necessidades sejam identificadas.

No acompanhamento realizado por Carolina Spirito, as sessões acontecem semanalmente e têm aproximadamente 50 minutos. O atendimento pode ser realizado online ou presencialmente no Rio de Janeiro.

Mais do que aplicar técnicas de forma automática, o objetivo é construir um processo baseado em escuta ativa, evidências científicas e nas particularidades de cada paciente, criando estratégias que possam fazer sentido também fora do espaço da sessão.